Desenvolvimento larval e influência do peso das fêmeas na fecundidade da tilápia do Nilo

Autores

  • Plácido S. de Moura Universidade Federal do Ceará, Centro de Ciências Agrárias, Departamento de Engenharia de Pesca
  • Ricardo L. Moreira Universidade Federal do Ceará, Centro de Ciências Agrárias, Departamento de Engenharia de Pesca
  • Erivânia G. Teixeira Universidade Federal do Ceará, Centro de Ciências Agrárias, Departamento de Engenharia de Pesca
  • Antônio G. L. Moreira Universidade Federal do Ceará, Centro de Ciências Agrárias, Departamento de Engenharia de Pesca
  • Francisco R. dos S. Lima Universidade Federal do Ceará, Centro de Ciências Agrárias, Departamento de Engenharia de Pesca
  • Wladimir R. L. Farias Universidade Federal do Ceará, Centro de Ciências Agrárias, Departamento de Engenharia de Pesca

DOI:

https://doi.org/10.5039/agraria.v6i3a1396

Palavras-chave:

Oreochromis, pós-larva, embriogênese, reprodução

Resumo

O sucesso das etapas subsequentes do cultivo da tilápia do Nilo está diretamente ligado a boas práticas de reprodução da espécie, pois dependem diretamente da qualidade das pós-larvas produzidas. Este trabalho teve por objetivo avaliar o desenvolvimento de tilápia do Nilo em um sistema de incubação artificial e a correlação entre a quantidade de ovos e o percentual de eclosão com o peso total de fêmeas distribuídas em três diferentes classes de peso em gramas (200 – 400; 400 – 600 e 600 –1000). O completo desenvolvimento larval da espécie foi registrado através de imagens digitais e, nove dias após a incubação artificial dos ovos, o vitelo já estava totalmente consumido e a coloração alaranjada inicial substituída pela coloração prateada característica da espécie, determinando o início da fase de pós-larva. Não foi detectada diferença estatisticamente
significativa (P > 0,05) entre as médias de sobrevivência das pós-larvas obtidas de fêmeas entre 200 e 400 g, nem entre 400 e 600 g, no entanto, ambas foram significativamente superiores às sobrevivências médias das pós-larvas obtidas de fêmeas entre 600 e 1000 g. Desta forma, após nove dias de incubação artificial, já pode ser iniciada a alimentação exógena da tilápia do Nilo, e as fêmeas entre 200 e 600 g são mais indicadas para utilização em larviculturas comerciais de tilápia.

Biografia do Autor

Antônio G. L. Moreira, Universidade Federal do Ceará, Centro de Ciências Agrárias, Departamento de Engenharia de Pesca

 

 

Wladimir R. L. Farias, Universidade Federal do Ceará, Centro de Ciências Agrárias, Departamento de Engenharia de Pesca

 

 

 

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Publicado

2022-03-14

Edição

Seção

Engenharia de Pesca