Nível de ruído emitido por conjuntos mecanizados em função da velocidade e da condição do solo

Autores

  • Sálvio N. S. Arcoverde Universidade Federal do Vale do São Francisco
  • Jorge W. Cortez Universidade Federal do Vale do São Francisco, Colegiado de Engenharia Agronômica
  • Clóvis de O. Pitanga Júnior Universidade Federal do Vale do São Francisco
  • Hideo de J. Nagahama Universidade Federal do Vale do São Francisco, Colegiado de Engenharia Agronômica

DOI:

https://doi.org/10.5039/agraria.v6i3a1089

Palavras-chave:

Decibelímetro, máquinas agrícolas, ruído

Resumo

O ruído gerado pela mecanização agrícola trouxe efeitos colaterais, e um deles é o dano à audição do operador de máquinas agrícolas. De acordo com a NR-15, que estabelece os limites de tolerância para ruídos contínuos, não é permitida a exposição a níveis de ruído acima de 115 dB (A) para indivíduos que não estejam adequadamente protegidos, sendo que o limite máximo tolerável, considerando uma jornada de trabalho de 8 horas, é de 85 dB (A). Objetivou-se com este trabalho estudar a influência da velocidade de deslocamento e a condição do solo na determinação dos níveis de ruído emitido pelo trator em diversas operações agrícolas. O trabalho foi realizado no Campus Ciências Agrárias da Universidade Federal do Vale do São Francisco, Petrolina/PE, utilizando um trator Valtra modelo 785 TDA sem cabine e um medidor do nível de ruído. Avaliou-se o nível de ruído do trator em cinco velocidades de deslocamento (0,83; 1,39; 2,42; 2,97 e 3,61 m s-1) sob solo preparado e solo coberto com plantas daninhas, com os equipamentos: trator (testemunha), grade leve off-set, escarificador e roçadora. Os dados foram analisados por meio de regressão polinomial, quando significativos a pelo menos 5% de probabilidade no teste de F. Os valores mais relevantes foram encontrados no trator e na operação de gradagem, observando-se que a exigência de potência no motor aumentou o nível de ruído. As demais operações obtiveram valores de ruído acima do estabelecido pela NR-15, considerando a jornada de trabalho de 8 horas.

Biografia do Autor

Clóvis de O. Pitanga Júnior, Universidade Federal do Vale do São Francisco

 

 

Hideo de J. Nagahama, Universidade Federal do Vale do São Francisco, Colegiado de Engenharia Agronômica

 

 

 

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Publicado

2022-03-14

Edição

Seção

Engenharia Agrícola