Captação de líquido pirolenhoso da carbonização da madeira de <i>Eucalyptus cloeziana</i> em forno rabo quente

Autores

  • Fabricio G. Gonçalves Universidade Federal do Espírito Santo
  • Aderlan G. da Silva Instituto Federal de Minas Gerais
  • Ana C. Ferraro Instituto Federal de Minas Gerais
  • Nayara N. M. da Costa Terra Consultoria em Engenharia e Meio Ambiental Ltda
  • Rômulo A. B. Souza Autônomo
  • Anísio F. Tosato Instituto Mineiro de Agropecuária

DOI:

https://doi.org/10.5039/agraria.v5i2a647

Palavras-chave:

condensado pirolenhoso, forno de alvenaria, carvão vegetal, poluição ambiental

Resumo

Foi avaliada a eficiência de um tubo de zinco com 8 m de comprimento, com o diâmetro interno variando de 0,30m a 0,10m, acoplado na porção inferior de um forno “rabo quente” próximo aos tatus, para o resfriamento da fumaça e consequente coleta do líquido pirolenhoso, mantendo-se o método tradicional de carbonização. O tubo conta com um sistema de fechamento independente tipo “borboleta” a 0,45 m da extremidade inferior. O forno foi construído com capacidade aproximada de 12,4 m3 de lenha, produzindo uma média de 1.100 kg de carvão vegetal e 110 kg de líquido pirolenhoso após cinco bateladas. O resultado foi conferido a partir da quantificação em porcentagem do líquido pirolenhoso coletado em relação à quantidade total de lenha empregada na carbonização. O coletor mostrou-se eficiente como esperado, necessitando, porém, de alguns ajustes. A fração coletada pode ser utilizada na própria propriedade, como preservativo natural em madeiras, ou ainda para futura comercialização, além de reduzir a quantidade de poluentes lançados na atmosfera. O carvão vegetal produzido nas cinco bateladas após caracterização apresentou características químicas satisfatórias, principalmente em função do elevado teor de carbono fixo e baixo teor de cinzas.

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Publicado

2022-03-16

Edição

Seção

Ciências Florestais